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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Caçadores de problemas

Por: Natália Diogo

Com um mix de 300 mil produtos, 100 mil deles entrando em suas nove lojas todos os dias, a Fnac possuía um departamento de logística sem a expertise necessária para esse trabalho.

Nesse momento, a empresa dos irmãos gaúchos Luciano e Fernando Luft percebeu que seria a hora de agir: criaram a Luft Solutions, somente para atender a Fnac. Um projeto sob medida que além de gerenciar estoques, realiza a etiquetagem do material, digitalizam músicas dos CDs tocados nas lojas e tudo isso com uma eficácia acima da média

Quem pensa que esse é o projeto mais audacioso da dupla, está enganado, para atender as redes de fast-food Bob’s, Subway e Pizza Hut, outros clientes do Grupo Luft, a empresa criou até um departamento de compras, que desenvolve fornecedores e compra guardanapos, detergente, entre outros produtos. Ou seja, um serviço muito mais sofisticado que o anterior.

Segundo dados apontados por representantes do Instituto Ilos, o setor de logística explorado por empresas tem crescido a uma média de 40% ao ano, o que justifica o crescimento da Luft e o excesso de trabalho disponível para os sócios.

Mas a criatividade é o que tem feito a empresa atingir patamares cada vez maiores. No ano passado, por exemplo, eles perceberam que poderiam aperfeiçoar o processo de distribuição de um defensivo agrícola produzido pela CCAB, um de seus clientes. Para fazer isso, os irmãos Luft mudaram seu campo de atuação, comprando uma participação na indústria química Tagma, para produzir e etiquetar o produto. Antes, a Luft buscava a matéria-prima no porto, levava até o armazém e, de lá, enviava para a fábrica da CCAB. Depois, o produto final voltava para o armazém e, por fim, para o centro de distribuição.

Com a implementação dos novos serviços de logística, os componentes sairão do porto para a linha de produção e, lá mesmo, haverá uma área de estoque e logística para distribuir o produto final no mercado, assim, a CCAB vai somente ter que se preocupar com a produção do produto em si.

Mercado de logística

A Luft, assim como outras empresas com crescimento exponencial no mundo todo, busca como conceito de negócios cobrir toda a cadeia logística de forma plena. Dessa forma, cresceu de um faturamento de 19 milhões em 1994 para 800 milhões em 2009.

A logística, até a década passada, era vista como um custo para as empresas, segundo dados do Insper, em 1997, apenas 12% das empresas listadas na bolsa tinham diretorias de operação que trabalhavam a logística. O crescimento do setor ocorreu especialmente através da maior estabilidade econômica alcançada com o plano Real e o avanço dos sistemas de Tecnologia da Informação, que proporcionaram maior controle dos estoques.

Com isso, atualmente há muitos fazendo da logística uma oportunidade de negócio, abrindo grandes empresas que não apenas fazem transporte de mercadoria, mas procuram visualizar as necessidades de seus clientes como um todo.

A Luft é um exemplo disso, pois nos anos 90 ela fazia apenas transporte de produtos, em 1994, entretanto, perceberam que explorando outros segmentos haveria uma perspectiva maior de crescimento. Com isso passaram a
atuar com um modelo de cadeia de abastecimento. Em vez de usar dez caminhões para distribuir produtos de clientes diferentes na mesma loja, o grupo passou a aproveitar o mesmo veículo para dez clientes.

A empresa tem criado soluções para problemas diversos e com isso obteve esse crescimento tão significativo. Hoje, há uma preocupação forte da empresa com o impacto ambiental de suas ações e a empresa tem buscado minimizá-lo por meio da logística reversa. Um de seus clientes é o Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (Inpev), que coordena um programa para retirar do mercado embalagens de produtos agrícolas, eles recolhem aproximadamente 94% das embalagens existentes no campo. Desde 2002, já recolheram quase 140 mil toneladas. O serviço funciona da seguinte forma: existem mais 400 unidades de recebimento distribuídas em todo o País, onde os agricultores entregam as embalagens. Lá, elas são retiradas pelos caminhões da Luft e dali vão para a reciclagem. Ou seja, mais um problema que com a visão correta, se transformou em um negócio.

OBS: os dados para esse post foram todos retirados de reportagem do portal da revista IstoÉ Dinheiro.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Licença prévia ambiental do trem-bala só sai em 2011

A licença prévia ambiental que permitirá o início da construção do Trem de Alta Velocidade (TAV) deverá sair apenas em meados de 2011. Esta é a expectativa do superintendente executivo da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Hélio Mauro França, que ontem participou de audiência pública sobre o projeto do TAV, em São Paulo.

Segundo ele, a ANTT já deu entrada em estudos de impacto ambiental que independem do traçado referencial do trem-bala. Mas a maior parte dos estudos ambientais só poderá ser iniciada quando o governo definir a malha do TAV. O período de audiências públicas ? que recomeçou esta semana com debates no Rio e São Paulo e tem encontros agendados em Campinas e Brasília nos dias 15 e 19, respectivamente ? termina às 18 horas de 29 de janeiro. Leia mais

Michelly Alves Teixeira
AGÊNCIA ESTADO

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

GPS aposta em logística com a Aqces

A gestora de fundos Green Capital, do Grupo GPS, administrado de cerca de R$ 8,5 bilões em recursos de pessoas físicas no Brasil, está entrando no mercado de logística com planos de se tornar uma das maiores do ramo em cinco anos. Por grandes, entenda-se faturamento anual entre R$ 500 miilhões e R$ 1,5 bilhão. De acordo com Roberto Vidal, diretor-presidente da nova empres, batizada Aqces, o foco inicial de atuação serão as áreas de logística de alta performace e comércio esterior. Porém, oportunidades de aquisição nesses e outros nichos de mercado estão em análise, e a diversificação é provável.
A decisão de investir em logística, diz Vidal, foi tomada com base na constatação de que a área passa por profundo processo de transformação, é bastante pulverizada e tem ainda grande potencial de crescimento. "É um mercado que permite a consolidação via aquisições e crescimento orgânico", diz.

Fonte: Valor

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Gestão da Cadeia de Suprimentos: Conceitos, Estratégias, Práticas e Casos

Dica de leitura muito boa para estudantes e profissionais na área de logística.
Gestão da Cadeia de Suprimentos: Conceitos, Estratégias, Práticas e Casos apresenta um excelente resumo dos conceitos-chave da área. É um campo de estudo emergente que apresenta muitos novos desenvolvimentos – que necessitam ser vistos em um contexto global. Este livro fornece esse contexto, com conceitos-chave e terminologia, além dos assuntos práticos envolvidos na implementação da gestão da cadeia de suprimentos. Outro benefício encontrado na obra é a integração com assuntos específicos de logística, tecnologia de informação e e-business.




  • Editora: Atlas
  • Autor: SILVIO R.I. PIRES

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Setor de transportes apresenta propostas para problemas que afetam meio ambiente

Por Lourenço Canuto, da Agência Brasil

Brasília - O Fórum Brasileiro sobre Mudanças Climáticas (FBMC) vai apresentar ao governo no próximo dia 20 os resultados de discussões que vem mantendo com diversos setores da sociedade sobre a redução no país da emissão de gases poluentes, responsáveis pelo aquecimento global.

As sugestões, feitas por representantes dos setores empresarial, sindical, de transportes, das secretarias estaduais de Meio Ambiente e dos fóruns estaduais sobre mudança climática, poderão reforçar a proposta que o Brasil vai levar em dezembro a Copenhague, na reunião sobre as metas que deverão ser seguidas após 2012, quando expira o Protocolo de Quioto, sobre despoluição global.

O fórum recebeu, na manhã desta terça-feira  (13), as propostas da Confederação Nacional dos Transportes (CNT) para a preservação do clima do planeta. De acordo com a CNT, a maior parte (60%) do transporte de cargas no país é feita por vias rodoviárias, percentual que só existe em pequenos países. A deficiência da infraestrutura rodoviária no país aumenta o custo do uso da malha em 30% e a idade da frota contribui para aumentar a poluição do ar.

domingo, 6 de setembro de 2009

Fabricantes e importadores serão responsáveis por coleta e armazenagem de pneus

Um sistema de logística reversa será aplicado a partir de agora para destinação correta de
pneus inservíveis. Fabricantes e importadores serão responsáveis pelo resíduo e obrigados a
coletar e dar destinação ambientalmente adequada na proporção de um para um. Isso significa
que a cada pneu novo comercializado, um deverá ser recolhido. O ato do recolhimento se dará,
obrigatoriamente, no momento em que o consumidor estiver fazendo a troca de um pneu usado
por um novo, sem qualquer custo para o consumidor.
Isso é o que determina a Resolução do Conama, aprovada nesta quinta-feira (3/9) em plenário.
A proposta da Resolução é a de disciplinar o gerenciamento dos pneus considerados
inservíveis. O texto aprovado, com emendas, foi originalmente concebido de forma consensual
entre a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a ONG Planeta Verde, Ibama e o Ministério
do Meio Ambiente.
A nova resolução revisa a de nº 258, de 1999. As discussões para a revisão tiveram início em
2005. A norma coloca como desafio aos fabricantes e importadores a obrigação de dar
destinação ambientalmente adequada a 100% dos pneus que entram no mercado. A resolução
aprovada vai estimular parceria com os municípios, com o comércio e com os consumidores,
que fazem parte da cadeia.
Ainda de acordo com o texto aprovado, fabricantes e importadores de pneus novos, de forma
compartilhada ou isoladamente, deverão implementar pontos de coletas (ecopontos) de pneus
inservíveis. E nos municípios acima de 100 mil habitantes deverá haver pelo menos um ponto
de coleta e armazenamento, a ser implantado num prazo máximo de um ano a partir da
publicação da resolução.
Também será obrigação de fabricantes e importadores elaborar um plano de gerenciamento de
coleta, armazenamento e destinação dos pneus inservíveis e comprovar junto ao Cadastro
Técnico Federal (CTF), numa periodicidade máxima de um ano, a destinação dos inservíveis.
A aprovação de resolução sobre a correta destinação dos pneus usados tem como proposta
disciplinar o gerenciamento dos pneus inservíveis que, dispostos inadequadamente, constituem
passivo ambiental, com riscos ao meio ambiente a à saúde pública.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Crise aumenta demanda por profissionais de logística

Levantamento recente do Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação em Administração de Empresas (Coppead) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) mostra que 91% das maiores empresas do Brasil terceirizam serviços de logística e transportes, nível semelhante ao dos EUA e Europa.
Em 81% dos casos, segundo o estudo, objetivam reduzir custos. No entanto, apenas 57% delas têm alcançado a meta, com uma economia média de 13%. Nesse contexto, o tecnólogo em Logística e Transportes desempenha papel fundamental, pois ajuda a controlar os gastos desde a cadeia de suprimentos, passando por armazenagem de estoques e planejamento de rotas de distribuição.
"Em momentos de contração da economia, é importante a atuação desse profissional especializado, bem formado, como são os vindos das Fatecs", afirma Milton Lourenço, diretor da Fiorde Logística Internacional, de São Paulo. "Hoje o setor tem significação muito importante, por isso a demanda é grande", garante Luciano Rocha, presidente da Associação Brasileira de Empresas e Profissionais de Logística (ABEPL).
Joaquim Olímpio de Oliveira Filho, aluno da Fatec Americana, comprova. "Apesar da situação econômica, o mercado está se abrindo". Contratado este ano pela Secretaria Municipal de Transportes de Hortolândia, é técnico em Administração de Empresas, com experiência na área de trânsito e cursos do Denatran (Departamento Nacional de Trânsito). "A Fatec me dá noção de conjunto para a especialidade que quero seguir, treinamento de trânsito. Aplico no trabalho muitas das ferramentas que aprendo na faculdade".
Oferecido em doze Fatecs espalhadas pelo estado de São Paulo, o curso superior de Tecnologia em Logística e Transportes começa com disciplinas básicas (matemática, português, estatística, direito). Depois equilibra conteúdos de gestão - marketing, administração, empreendedorismo - e os de exatas como métodos de simulação, para aprender a transformar cenários em números. "O projeto pedagógico está muito bem equacionado, esse é nosso diferencial em relação a outras instituições", observa Valter de Sousa, da Fatec São José dos Campos.
Sobre o perfil do profissional, Daniela Marchini, coordenadora do curso na Fatec Americana, indica que deve ser dinâmico, e com um raciocínio preferencialmente lógico. "Se isso não for natural, precisa se esforçar", diz. A professora aponta a tendência de melhorar a ligação na cadeia de suprimentos. Por exemplo, um fio que segue para 20 empresas têxteis deve ter o menor custo possível de estoque e transporte - o que exige noção de processos, de conjunto.
Em busca dessa visão, várias empresas pedem consultoria às unidades de ensino. É o caso da Fazenda Brasil, que solicitou um estudo à Fatec São José dos Campos. Cria 800 porcos, compra insumos e vende os animais vivos. "Para aumentar a eficiência no processo, priorizaremos a manutenção e a gestão da frota de caminhões. Além disso, verificaremos a possibilidade de ofertar o produto processado", diz Irineu de Brito Júnior, docente responsável pela pesquisa.
Outros projetos, como o de Vinicius Minatogawa, da Fatec Americana, devem beneficiar milhares de pessoas. "Vou desenvolver a melhor rota para vans que levam crianças à escola, diminuindo custos e emissões de gases poluentes. Com o progresso dessa pesquisa, pretendo ampliar a maximização das rotas para todo o transporte público da cidade".

Por Canal Executivo