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domingo, 6 de setembro de 2009

Fabricantes e importadores serão responsáveis por coleta e armazenagem de pneus

Um sistema de logística reversa será aplicado a partir de agora para destinação correta de
pneus inservíveis. Fabricantes e importadores serão responsáveis pelo resíduo e obrigados a
coletar e dar destinação ambientalmente adequada na proporção de um para um. Isso significa
que a cada pneu novo comercializado, um deverá ser recolhido. O ato do recolhimento se dará,
obrigatoriamente, no momento em que o consumidor estiver fazendo a troca de um pneu usado
por um novo, sem qualquer custo para o consumidor.
Isso é o que determina a Resolução do Conama, aprovada nesta quinta-feira (3/9) em plenário.
A proposta da Resolução é a de disciplinar o gerenciamento dos pneus considerados
inservíveis. O texto aprovado, com emendas, foi originalmente concebido de forma consensual
entre a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a ONG Planeta Verde, Ibama e o Ministério
do Meio Ambiente.
A nova resolução revisa a de nº 258, de 1999. As discussões para a revisão tiveram início em
2005. A norma coloca como desafio aos fabricantes e importadores a obrigação de dar
destinação ambientalmente adequada a 100% dos pneus que entram no mercado. A resolução
aprovada vai estimular parceria com os municípios, com o comércio e com os consumidores,
que fazem parte da cadeia.
Ainda de acordo com o texto aprovado, fabricantes e importadores de pneus novos, de forma
compartilhada ou isoladamente, deverão implementar pontos de coletas (ecopontos) de pneus
inservíveis. E nos municípios acima de 100 mil habitantes deverá haver pelo menos um ponto
de coleta e armazenamento, a ser implantado num prazo máximo de um ano a partir da
publicação da resolução.
Também será obrigação de fabricantes e importadores elaborar um plano de gerenciamento de
coleta, armazenamento e destinação dos pneus inservíveis e comprovar junto ao Cadastro
Técnico Federal (CTF), numa periodicidade máxima de um ano, a destinação dos inservíveis.
A aprovação de resolução sobre a correta destinação dos pneus usados tem como proposta
disciplinar o gerenciamento dos pneus inservíveis que, dispostos inadequadamente, constituem
passivo ambiental, com riscos ao meio ambiente a à saúde pública.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Crise aumenta demanda por profissionais de logística

Levantamento recente do Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação em Administração de Empresas (Coppead) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) mostra que 91% das maiores empresas do Brasil terceirizam serviços de logística e transportes, nível semelhante ao dos EUA e Europa.
Em 81% dos casos, segundo o estudo, objetivam reduzir custos. No entanto, apenas 57% delas têm alcançado a meta, com uma economia média de 13%. Nesse contexto, o tecnólogo em Logística e Transportes desempenha papel fundamental, pois ajuda a controlar os gastos desde a cadeia de suprimentos, passando por armazenagem de estoques e planejamento de rotas de distribuição.
"Em momentos de contração da economia, é importante a atuação desse profissional especializado, bem formado, como são os vindos das Fatecs", afirma Milton Lourenço, diretor da Fiorde Logística Internacional, de São Paulo. "Hoje o setor tem significação muito importante, por isso a demanda é grande", garante Luciano Rocha, presidente da Associação Brasileira de Empresas e Profissionais de Logística (ABEPL).
Joaquim Olímpio de Oliveira Filho, aluno da Fatec Americana, comprova. "Apesar da situação econômica, o mercado está se abrindo". Contratado este ano pela Secretaria Municipal de Transportes de Hortolândia, é técnico em Administração de Empresas, com experiência na área de trânsito e cursos do Denatran (Departamento Nacional de Trânsito). "A Fatec me dá noção de conjunto para a especialidade que quero seguir, treinamento de trânsito. Aplico no trabalho muitas das ferramentas que aprendo na faculdade".
Oferecido em doze Fatecs espalhadas pelo estado de São Paulo, o curso superior de Tecnologia em Logística e Transportes começa com disciplinas básicas (matemática, português, estatística, direito). Depois equilibra conteúdos de gestão - marketing, administração, empreendedorismo - e os de exatas como métodos de simulação, para aprender a transformar cenários em números. "O projeto pedagógico está muito bem equacionado, esse é nosso diferencial em relação a outras instituições", observa Valter de Sousa, da Fatec São José dos Campos.
Sobre o perfil do profissional, Daniela Marchini, coordenadora do curso na Fatec Americana, indica que deve ser dinâmico, e com um raciocínio preferencialmente lógico. "Se isso não for natural, precisa se esforçar", diz. A professora aponta a tendência de melhorar a ligação na cadeia de suprimentos. Por exemplo, um fio que segue para 20 empresas têxteis deve ter o menor custo possível de estoque e transporte - o que exige noção de processos, de conjunto.
Em busca dessa visão, várias empresas pedem consultoria às unidades de ensino. É o caso da Fazenda Brasil, que solicitou um estudo à Fatec São José dos Campos. Cria 800 porcos, compra insumos e vende os animais vivos. "Para aumentar a eficiência no processo, priorizaremos a manutenção e a gestão da frota de caminhões. Além disso, verificaremos a possibilidade de ofertar o produto processado", diz Irineu de Brito Júnior, docente responsável pela pesquisa.
Outros projetos, como o de Vinicius Minatogawa, da Fatec Americana, devem beneficiar milhares de pessoas. "Vou desenvolver a melhor rota para vans que levam crianças à escola, diminuindo custos e emissões de gases poluentes. Com o progresso dessa pesquisa, pretendo ampliar a maximização das rotas para todo o transporte público da cidade".

Por Canal Executivo